domingo, 4 de março de 2012

Dor inexplicável...

 1º de Fevereiro de 2011 sabem o que aconteceu nesse dia??? Enterrei o Walace, cara isso doeu e continuará doendo por toda a minha vida. Depois de ir e voltar rapidamente do meu trabalho, fiquei esperando na Praça do 362 minha mãe, Tia Dalva, Gabi e a Thaina pegamos o 551, e lá fomos nós a nosso destino, eu a Gabi passamos a “viagem” toda conversando sobre coisas que fizemos com o Walace, enfim foi uma “viagem” melancólica. Ao chegarmos no Cemitério, encontramos a mãe dele sentada a espera do corpo de seu único filho, palavras não vão expressar a dor daquela mulher. Chegamos cedo, pois houve atrasos da parte do IML, então para não ficarmos lá muito tempo fomos ao Shopping de Nova Iguaçu, ao voltarmos já havia chegado algumas pessoas, eu estava estritamente sem chão, eu queria os meninos do 362 Crew ao meu lado, eu  estava debilitada queria as minhas pilastra ao meu redor pois sentia que iria desmoronar a qualquer momento, não tinha forças para consolar a ninguém, nem a mãe dele, nem Gabi, nem Thaina nem a mim mesma, liguei diversas vezes para o Alex para saber onde eles estavam pois só de ouvir a voz dele me aliviava um pouco o que se passava no meu coração. Foi quando chegou um carro de funerária chegou e anunciou: “Walace Ferreira da Silva”, perdi o chão, tudo rodou naquele momento, sai em disparada para outro lugar, o corpo que um dia fora quente naquele instante se apresentará frio e gélido a mim, nem tive como amparar a mãezinha dele. Tornei a ligar para o Alex, eles já estavam perto, voltei e fui me sentar perto do caixão, comecei a conversar meio que mentalmente com ele, foi bom. Quando os meninos chegaram me desabei nos braços do Alex chorei ainda mais, depois abracei a cada um. No momento em que eles chegaram o corpo já havia sido levado para outra capela, então eu os direcionei para o local correto e lá eles choraram sobre o corpo desabaram suas tristezas suas lagrimas. Ficamos lá por muito tempo, minha mãe mal me deixava consolar os meus amigos, ela queria que tivesse uma distancia sadia dos meninos, e tudo o que eu queria era ficar grudada neles, entrelaçada. Ah! O Chapolin estava indescritível, passei mais tempo com ele, Kazarin e o Finho. Eu sabia que devia deixar o meu sofrimento, por algum tempo, de lado, e teria que ignorar os deles, pois tínhamos que ter uma séria conversinha. Tinha que convencê-los a nada fazer, a não procurar culpados pois se naquele momento a mãe do Walace chorava poderia ser a mãe de um deles se eles continuassem com essa ideia idiota. O Ch estava com a face desabada. O enterro estava a espreita,  chegará à hora de selarmos tudo. O caixão fora selado, corações foram esmagados dentro de tantos corpos. A procissão começará caixão na frente, mãe, parentes e amigos atrás, e soltei a mão da minha mãe e fui, mais para frente depois de alguns minutos caminhando me encontrei ao lado da Gabi, Jefferson (Finho) e do Douglas (Kazarin), foi quando começamos a subir uma pequena ladeira e nós quatro empurramos o caixão, Jefferson e Douglas choraram tanto que hoje estes rostos me assombram. Ao termino do enterro me despedi deles, fui até o Alex meio que escondida da minha mãe, o abracei, e então puxei a Gabi pelo punho nos viramos para um ultimo Adeus ao Walace. E fui embora.


Daylane  D' Paula.

Espelho de Ojesed