Dia claro,
vento sereno,
roda, meu carro,
que o mundo é pequeno.
vento sereno,
roda, meu carro,
que o mundo é pequeno.
Quem veio para esta vida,
tem de ir sempre de aventura:
uma vez para a alegria,
três vezes para a amargura.
tem de ir sempre de aventura:
uma vez para a alegria,
três vezes para a amargura.
Dia claro,
vento marinho,
roda, meu carro,
que é curto o caminho.
vento marinho,
roda, meu carro,
que é curto o caminho.
Riquezas levo comigo.
Impossível escondê-las:
beijei meu corpo nos rios,
dormi coberto de estrelas.
Impossível escondê-las:
beijei meu corpo nos rios,
dormi coberto de estrelas.
Dia claro,
vento do monte,
roda, meu carro,
que é perto o horizonte.
vento do monte,
roda, meu carro,
que é perto o horizonte.
Na verdade, o chão tem pedras,
mas o tempo vence tudo.
Com águas e vento quebra-as
em areias de veludo...
mas o tempo vence tudo.
Com águas e vento quebra-as
em areias de veludo...
Dia claro,
vento parado,
roda, meu carro,
para qualquer lado.
vento parado,
roda, meu carro,
para qualquer lado.
Riquezas comigo levo.
Impossível encobri-las:
troquei conversas com o eco
e amei nuvens intranqüilas.
Impossível encobri-las:
troquei conversas com o eco
e amei nuvens intranqüilas.
Dia claro,
de onde e de quando?
Roda, meu carro,
pois vamos rodando...
de onde e de quando?
Roda, meu carro,
pois vamos rodando...
Cecília Meireles.
Homenagem a um jovem escritor, José Lucas Andrade.
Um grande amigo
Lucas te amo muito.
ResponderExcluiramiga, vc é parte de mim ! J.L.
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